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Como vencer a procrastinação e melhorar a sua inteligência emocional

Como vencer a procrastinação

Às vezes só a ideia de pensar em realizar uma determinada tarefa já é o suficiente para sentir o corpo pesado, a mente cansada e o emocional abalado. O pensamento de “depois eu faço” assume o controle e… O prazo acaba, vem aquele pânico de não conseguir entregar a tempo e tudo começa a dar errado. Então, como vencer a procrastinação e evitar todo esse sofrimento?

Estudos apontam que há mais de 800 a.C filósofos do Império Romano já faziam menção a procrastinação. 

Mas o que é procrastinar? Essa palavra tão usada nos tempos atuais, é o comportamento de transferir sistematicamente, para outro momento, ações, atitudes ou compromissos relevantes. 

O famoso “deixar para depois”.  

Como palestrante e estudiosa sobre procrastinação e produtividade, pude perceber que existem diversos seguimentos e teorias sobre o assunto. Mesmo porque, como já falamos, a procrastinação não é um “mal” recente na humanidade. 

Contudo, parece ser um tema estudado em maior proporção nas últimas décadas. 

Ao mesmo tempo em que, identificamos que geralmente quem mais se interessa pelo assunto e se aprofunda no tema, são os “procrastinadores natos e/ou crônicos” (eu me incluo nesse grupo rsrsr). 

Talvez por conhecerem com tanta propriedade as dores de ser um. Um caso clássico, é do Tim Urban, palestrante e blogueiro que trouxe a reflexão sobre a questão,  de uma forma muito leve e cômica. Veja o vídeo hilário da sua palestra no TED, que viralizou na internet:

Sob esse ponto de vista suponho que, se você se interessou por esse tema, muito provavelmente você “sofre ou já sofreu desse mal” rsrsr 

Então convido você para juntos entendermos como vencer a procrastinação e assim, também melhorar sua qualidade de vida e se sentir cada vez mais realizado.

Sintomas da procrastinação

Você já chegou ao final do ano, do mês, da semana ou até mesmo do dia, com aquela sensação de:

Por saber que não fez o que deveria fazer? 

Ou mesmo deu aquela “enrolada” e deixou para resolver aquele projeto importante nos 45 do segundo tempo?

Não se preocupe (tanto). Afinal, quem nunca procrastinou que atire a primeira pedra!

O funcionamento cerebral e a procrastinação

Uma pesquisa feita por Hal Ersner-Herschel, professor na Universidade da Califórnia (UCLA), que buscava entender de forma mais objetiva a conexão entre a procrastinação e o funcionamento cerebral, mostrou relação direta entre a percepção do seu “eu” do presente com seu “eu” do futuro. 

Essa e outras análises investigativas têm corroborado para o entendimento da resposta comportamental humana a determinados estímulos e seus impulsionamentos nas diferentes áreas do cérebro. 

Em resumo, os aspectos exploravam a percepção da pessoa sobre si mesma (no tempo presente e no futuro), versus a impressão de uma personalidade famosa, sob as mesmas condições (no tempo presente e no tempo futuro).

Os resultados evidenciaram que pessoas procrastinadoras tendem a ter uma autopercepção no futuro, muito similar com a visão que têm de uma pessoa famosa. Ou seja, distante da sua realidade. 

Por outro lado, indivíduos que têm elevado “senso” de auto continuidade futura, normalmente têm uma projeção mais clara do “eu” atual no futuro. Desde modo, costumam dar um valor mais alto para tarefas com recompensas a longo prazo, como por exemplo, realizar investimentos.

De onde vem a procrastinação

Uma matéria publicada pela Super Interessante intitulada como “A Ciência da Procrastinação” aponta, em síntese, que essa predisposição está nos grupos de estruturas cerebrais humanas.

Considere que as necessidades do homem primitivo inevitavelmente, tinham que atender prioritariamente as questões de sobrevivência. Assim, a tomada de decisão a longo prazo não fazia sentido. 

Por esse motivo, o sistema límbico se desenvolveu priorizando recompensas, não apenas imediatas, mas também prazerosas. Por exemplo, alimentos ricos em energia, como gorduras e doces garantiam uma reserva de força física por mais tempo. 

Percebe por que esse sistema, situado na parte central do nosso cérebro, também é conhecido como cérebro primitivo? 

Decerto que, muitos de nós ainda não resistimos aos prazeres de uma boa picanha ou uma deliciosa sobremesa. Isso porque, ao ingerirmos esses alimentos, somos recompensados imediatamente com a liberação de um neurotransmissor chamado dopamina. É o hormônio do prazer e do bem estar.

Por que desenvolvemos hábitos que nos distanciam dos nossos objetivos?

Muitos de nós sabemos o que deve ser feito para alcançarmos nossos sonhos.Ainda assim, declinamos das nossas realizações futuras em detrimento de prazeres imediatos e proteladores. 

Uma explicação para isso se dá no fato de que a nossa mente dá preferência pelas coisas que vão provocar resultados no curto prazo. Quanto mais imediato, “melhor”. Desse modo, quanto mais distante é a previsão de recompensa, menor será o valor atribuído para aquela atividade. 

De acordo com pesquisas recentes, quando alcançamos uma conquista, a princípio, somos recompensados com uma “única dose de dopamina”. Por outro lado, o divertimento imediato libera porções sequenciadas desse hormônio do prazer.

Assim, é evidente que, para o cérebro, finalizar aquele relatório irá proporcionar bem menos resultados que assistir a um episódio de uma série.

A genética influência o perfil procrastinador

Um estudo publicado no jornal Psychological Science avaliou dois grupos de gêmeos. . No primeiro grupo, os irmãos compartilhavam 100% de seus genes, e no segundo, compartilhavam apenas 50% dos genes. Nesse sentido, o resultado evidenciou que a discrepância genética impactava no comportamento dos gêmeos.

Sem dúvida, existem inúmeras linhas de pesquisa. 

Entre elas, há fundamentações que se norteiam por aspectos relacionados à personalidade. Não de forma taxativa, mas indicando que determinadas características costumam “favorecer” a recorrência do ato de procrastinar. 

Em algumas análises, identificamos a menção a condições comuns, como extroversão, criatividade, impulsividade e até mesmo pelo gênero, como é a tese sustentada por Joel Pedro Oliveira Da Conceição no Mestrado em Psicologia. 

Ao passo que, em diversas outras fontes identificamos inúmeras citações quanto a outras possíveis razões que levam ao adiamento voluntário de determinadas atividades. Entre elas, estão:

Ainda que não haja um consenso sobre essa hipótese, é sabido que o autoconhecimento é uma premissa que sempre contribui para o autodesenvolvimento e produtividade. 

Outrossim, partindo do pressuposto que todos temos formas diferentes para enfrentarmos os desafios e nos relacionarmos com as expectativas internas e externas, testes são ferramentas que prometem ajudar na identificação das nossas tendências comportamentais.

Isso nos ajuda a definir os recursos mais assertivos e compreender a forma mais eficaz de como vencer a procrastinação. Que tal experimentar esse teste aqui e descobrir por que você procrastina?

A procrastinação é o verdadeiro inimigo?

Por outro lado, há investigações que observam quais aspectos positivos a procrastinação poderia ter na vida das pessoas. 

O psicólogo organizacional Adam Grant, por exemplo, tem estudado o comportamento das pessoas criativas que sonham com um novo mundo a partir de ideias e as colocam em prática. Grant os chama de os Originais e inconformistas. Ele defende a ideia de que pessoas procrastinadoras no nível médio, normalmente são 16% mais criativas, que os outros dois grupos extremados. 

Uma vez que houvesse clareza da tarefa, a postergação poderia iniciar um processo de incubação da ideia. O que favoreceria a consideração de ideias divergentes e pensamentos não lineares e deste modo, a obtenção de resultados inusitados. 

Essa é a base da inovação!

Tathiane Deândhela, como especialista em produtividade, ao entender a procrastinação como algo intrínseco ao homem, analisou de que forma essa condição poderia ser convertida em favor da produtividade. No seu canal do youtube, a profissional exemplifica como empregar a postergação a seu favor. (analisar melhor lugar/ aspectos + da procrastinação):

Como vencer a procrastinação pode salvar a economia

Diagnosticado como grande empecilho para o desenvolvimento pleno de países e empresas, organismos mundiais desenvolveram métricas para mensurar os impactos da procrastinação na capacidade de produtividade e economia de uma nação. 

Com esse propósito, organizações como o Fórum Econômico Mundial, criado em 1997, na sua última publicação em outubro/2019, classificou o Brasil como número 71 do ranking mundial de produtividade, entre os 141 países avaliados. Singapura, Estados Unidos e Hong Kong lideram ranking. 

Entretanto, o Brasil já ocupou posição bem mais desfavorável. Estimativas anteriores a 2019, apontavam uma estagnação do Brasil na colocação do ranking mundial de produtividade, tendo ficado por mais de 35 anos na posição 81.

Esse resultado não é uma mera coincidência, dado o perfil comportamental do brasileiro.

A publicidade se aproveita continuamente deste estigma, e sempre demonstrando a dualidade entre a “dor” de trabalhar contra as delícias de curtir no final de semana, aproveitar o Carnaval… Somos o “país da festa”.

Contudo, se este perfil fosse mais equilibrado, com o direcionamento das energias para fazer o que precisa ser feito, muito provavelmente seríamos mais produtivos. Isso significa que teríamos mais tempo para aproveitar de verdade nossos momentos de descanso, além de ter um maior rendimento no trabalho que poderia ser revertido em lucro.

Há um consenso sobre a procrastinação?

Apesar de tudo, há um consenso sobre a nocividade dessa prática. 

A procrastinação quando se torna um hábito, pode trazer sérias consequências para a vida da pessoa: stress, esgotamento físico, estafa mental, sentimento de paralisia e impotência, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com as suas responsabilidades e compromissos.

Sob a ótica dos males causados por ela, o professor e pesquisador do tema Timothy Pychyl   da Carleton University em Ottawa, elucida o que os pesquisadores chamam de “ceder para se sentir bem”. 

Segundo Pychyl, na tentativa de evitar a ansiedade ou preocupação despertada por uma tarefa difícil, frequentemente os procrastinadores buscam reparar seu humor com tarefas prazerosas, como verificar redes sociais ou tirar uma soneca. 

Assim, como o Timonthy, Dr Fuschia Sirois também da mesma universidade defende que deixar de fazer o inevitável sabendo quão prejudicial será, não é nada racional. Logo, entendem a procrastinação como uma questão de auto regulação de humor, medo de frustrações e dificuldade de lidar com as próprias emoções. Conforme, fundamenta Timothy A. Pychyl no livro “Resolver o quebra-cabeça da procrastinação”.

Tathiane Deândhela, uma das maiores especialistas em produtividade no Brasil, não só viveu na pele as consequências da baixa produtividade, como também, dedicou anos em estudos no Brasil e no exterior. 

Ela conseguiu sair de um salário de R$ 500,00 (quinhentos reais) e uma carga horária extenuante com mais de 16h de trabalho por dia, de domingo a domingo, em cinco anos, alcançou o posto de diretora nacional da organização, com um salário de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). 

Ela detalha essa história no seu primeiro livro “Faça o tempo trabalhar para você” . Nesse pequeno vídeo do seu canal, ela demonstra um pouco dessa metodologia:

Esse best seller foi tema de palestras ministradas pela mesma, nas universidades de Harvad, Oxford e Atlanta. Realizou turnê de lançamento em diversos países da Europa. Enquanto viajou outros países do mundo para entender a cultura, os métodos e ferramentas dos países líderes do mundo no rankig de produtividade. Ela também, exemplifica a importância de superarmos a procrastinação com a máxima:  

“Você jamais será extraordinário, antes de ser constante”. 

Apesar de ter seu lançamento no período de quarentena, seu último livro, já se tornou best seller, “Faça o tempo enriquecer você”. 

Idealizadora do método que ajuda você a ganhar até 4 horas a mais por dia, Tathi (como é chamada carinhosamente, por seus seguidores), já impactou centenas de empresas ao ensinar os segredos sobre como vencer a procrastinação, implementação da cultura da autorresponsabilidade, autodesenvolvimento e produtividade. Sempre privilegiando a qualidade de vida, para alta performance:

Mesmo no período de quarentena é possível superar a procrastinação?

No momento histórico que vivemos, é inevitável que em algum momento sejamos pegos pelo medo e desânimo. 

A verdade é que muitos acontecimentos não estão sob nosso controle, e mesmo assim os cenários e condições mudaram na vida de todos nós. 

E nós também mudamos quem somos diante tudo o que está acontecendo. Jamais seremos os mesmos. 

Assim, temos um dilema comum: como vencer a procrastinação e direcionar o foco para as coisas que estão sob o nosso controle diante de tantas incertezas?

Ter consciência e autoconhecimento são fatores decisivos para melhorar o seu estado emocional, psicológico e até físico, quer seja durante, quer seja depois da pandemia.  

E diante da nova rotina, a procrastinação é mais do que nunca um desafio a ser superado. Mais do que um hábito de postergação, a procrastinação também pode ser definida como um estado de mal-estar, pessimismo, culpa e desmotivação que paralisam a vida. E como efeitos colaterais, pode gerar estado de ansiedade e depressão.

Especialistas têm alertado quanto ao nítido aumento no índice mundial de depressão, não só pelos efeitos traumáticos do evento, como também a falta de perspectiva de futuro. Sem perceber, muitos acabam acreditando que não há o que ser feito pelo seu futuro, agora. Contudo, o ato de adiar seus planos e projetos, não deve significar desistir deles. 

Proponho que consideremos a sentença de Aristóteles:

“Somos aquilo que fazemos repetidamente.” 

E sob essa ótica, façamos as seguintes reflexões: Quando tudo isso passar, quem você quer ser? O que você tem feito para construir essa pessoa que deseja ser? Do que tem alimentado sua mente, emoções e espírito? 

Como posso ter inteligência emocional durante a pandemia?

É natural não estar bem com tudo o que está acontecendo no mundo. Sentir essas emoções, mesmo as que não são positivas, é muito importante para compreender a sua mente e desenvolver a inteligência emocional. 

Como acabei de mostrar, a procrastinação nem sempre é a causa, mas sim um sintoma de algo muito mais complicado.

Por isso, selecionei 5 dicas poderosas sobre como vencer a procrastinação e melhorar a sua inteligência emocional.

1.   Não perca de vista seus sonhos

Prisioneiro de um campo de concentração nazista, Viktor Frankl, psiquiatra escreveu um livro incrível chamado “Em Busca de Sentido”, nesse livro ele afirma: quem tem um “porquê” enfrenta qualquer “como”. 

Independentemente de como você está se sentindo, buscar motivos para ir além será muito mais proveitoso que consumir suas energias com lamentações. Se no início parecer difícil encontrar um “porquê”, comece buscando “por quem”. “Por quem” você deve seguir avançando? Se não por si mesmo, talvez pelos seus filhos, seu parceiro, seus pais…

 2.   Faça uma viagem no tempo

Imagine como você deseja estar daqui há 12 (doze) meses, por exemplo. 

Busque sentir e viver cada detalhe da situação que representará sua conquista. Quem são as pessoas que estarão com você, o que estarão falando pra você, veja o sorriso delas. Quais pensamentos de vitória estarão passando na sua mente, quais emoções tomarão conta do seu estado de espírito?

3.   Determine uma mensuração ou um marco para sua conquista

Quando você está dirigindo um carro, como você sabe quanto tempo (ou quilômetros) falta para chegar ao seu destino? 

Esse é um exemplo que ilustra bem a importância das métricas para acompanhar o seu processo de evolução. São elas que vão indicar o que precisa ser ajustado para alcançar os seus objetivos.

Ter essa clareza é fundamental para gerar a motivação, que é uma das formas de como vencer a procrastinação e manter a inteligência emocional. 

Uma boa maneira de manter a sua energia alta durante esse processo é visualizar o que você vai ganhar com essa conquista. Como vai se sentir ao fazer coisas, encontrar pessoas ou situações que hoje você evita, por não estar como deseja. Estudos da neurociência comprovam os impulsos positivos que as visualizações são capazes de promover nos nossos resultados – e isso ajuda a não deixar nada para depois…

4.   Fracione sua grande meta em pequenas etapas, com prazos e mensurações

Cada pequena etapa superada será combustível para você continuar avançando. 

Para chegar ao peso X até tal data, por exemplo, quanto devo conseguir reduzir por mês e ou semana? Se para alcançar essa medida, terei que reduzir 7kg, será possível eliminar pouco mais de “meio” quilo por mês. 

Então, para sua “mente” você não terá que perder 7 quilos (o que nesses casos normalmente a primeira e sensação que temos é de restrição alimentar, desconforto e desânimo, pode parecer mais difícil). Em contraste com isso, o fracionamento da métrica favorece a sensação de capacidade e motivação. Entendido como algo próximo e factível.

5.   Não use o resultado dos outros como parâmetro para seu progresso

Se tiver que comparar, use como métrica o seu “eu” de ontem. Assim saberá que está no caminho certo para ser o “eu” no futuro desejado. 

Seguindo esse princípio, identifique o que atende melhor à sua personalidade e adapte de forma que seguramente potencializará seus resultados. Considere a máxima de Carl Gustav Jung: 

“Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que sirva para todos”.

Um guia sobre como vencer a procrastinação

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