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O que o atentado em Paris nos ensina sobre o tempo

Qual o valor do seu tempo? É muito comum ouvirmos a frase que diz: as pessoas só dão valor depois que perdem. De fato, no dia a dia, nem sempre damos o devido valor à nossa liberdade até que ela seja ameaçada. Não valorizamos adequadamente a segurança, até ter uma experiência negativa com assaltantes. Não valorizamos o nascer e o pôr do sol até ficar algum tempo internadas em um leito de hospital sem poder ver a luz do dia.

Como tempo é um recurso escasso na vida de muitas pessoas, era para ser mais valorizado. Entretanto, as pessoas o desperdiçam cada vez mais e se tornam seus próprios vilões. Ao final da semana, apenas lamentam como o tempo está passando rápido. Será que está passando tão rápido assim?

A percepção da realidade é relativa…

Quando assisti e depois li inúmeras informações acerca do atentado em Paris, pensei: será que os dez minutos que os policiais demoraram a chegar ao Bataclan após o início do atentado foram percebidos pelos reféns apenas como 10 minutos ou como uma eternidade? Notícias revelam que às 22 h, o primeiro agente entra em Bataclan e as 22h15 autoridades vasculham o primeiro piso… Apenas 15 minutos. O que é 15 minutos para nós no dia a dia? E o que significaram esses mesmos 15 minutos para quem está vivendo na pele esse atentado? Depoimentos das vítimas declararam quantas coisas, pensamentos, conversas aconteceram nesses 15 minutos.

Assim como no atentado, quem já sofreu um acidente de transito comenta que em segundos é capaz de recordar toda sua vida e até repensar suas escolhas. Portanto, fica cada vez mais claro o quanto o tempo é relativo e está muito ligado a nossas emoções. Tanto é que quando estamos vivendo férias maravilhosas, o tempo voa.  Até aí, é uma reflexão positiva deve ser feita, já que naturalmente não criamos o hábito de pensarmos nisso. Porém, não é novidade para ninguém! Mas perceber a relatividade do tempo nos ajuda a perceber que não existem regras engessadas sobre como utilizar melhor o tempo. Cada momento ou contexto sugere novas abordagens.

Por exemplo, quando o assunto é gestão do tempo é altamente recomendável ter um propósito bem definido seguido de velocidade na execução. Mas experimente ser rápido em um relacionamento! Como seria ter foco e velocidade em um relacionamento com um ente querido hospitalizado? Como Stephen Covey, escritor do livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, disse certa vez:

“Com pessoas, o rápido pode ser lento e o lento pode ser rápido”.

E isso é tão verdade que em uma mesa de negociação é altamente recomendável investir tempo no relacionamento, falando de aspectos da vida pessoal e quebrando o gelo antes de começar a negociação propriamente dita. O uso da empatia exige observar o próximo e fazer perguntas com o desejo genuíno de entendê-lo. Aparentemente, isso não é tão rápido. Mas Covey também afirmou que “empatia é a maneira mais rápida da comunicação bem sucedida”.

E retornando ao assunto do atentado que abalou o mundo, será que se fosse investido tempo em negociações, no exercício da empatia e no relacionamento com diplomacia, chegaríamos a esse ponto? Sem querer tomar partido ou achar culpados, mas qualquer guerra significa ausência de consenso com choque fortíssimo de interesses, ou seja, faltou negociação. Nem sempre estão ligadas a quem irá ceder o que, mas qual ego ou vaidade irá prevalecer. Negociação é saber lidar com emoções e isso leva tempo, mas o resultado é promissor. Trata-se de “perder” agora para ganhar muito mais depois. Nos negócios, substituímos a palavra perder por investir.

Por isso, além das competências de relações humanas, nas escolas infantis já deviam ensinar a importância da prevenção. É muito mais assertivo atuar na prevenção explorando recursos e competências fundamentais para o sucesso de qualquer indivíduo ou organização, do que buscar concertar o que passou. Tanto é que um dos terroristas em Bataclan aceitou negociar com as autoridades por telefone durante uma hora e mesmo com cinco conversas, não conseguiram chegar a nenhum acordo, fruto de um relacionamento que já estava com a confiança abalada. Esse triste acontecimento é um memorável ensinamento sobre as dualidades do tempo e implicações em nossas vidas!

Que nas empresas, nas famílias, na sociedade, entre as pessoas, possa haver mais conversas, mais empatia, mais prevenção e mais amor. Menos vaidade, egos inflados e disputas irracionais. Esses ingredientes essenciais culminarão em paz e produtividade para toda a nação.

Fonte: Ludovica

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