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Atividade não é garantia de realização

O ser humano vive em constante atividade. Querer pará-lo é um erro. E quanto mais os anos avançam, mais se entra em uma época de correria frenética: informações vêm do mundo inteiro em segundos. Cobra-se inovações e competitividade para sobrevivência no mercado. A tecnologia contribuiu significativamente para intensificar essa dualidade que estamos vivendo… Ao mesmo tempo em que muitas ferramentas ou software são criados para otimizar nosso tempo, a própria tecnologia acaba por miná-lo.

Vamos entender melhor essa situação: na época da máquina de escrever, caso errássemos algum texto ou pulássemos um parágrafo, não nos restava alternativa além de redigir o texto novamente. Um baita retrabalho! Cálculos eram feitos por meio de fórmulas ou no máximo uma calculadora “top”. Hoje, existem softwares que não só calculam, como já geram relatórios e sugestões de estratégias para as empresas.

Com tudo isso, temos inúmeras razões para dizer que era para nosso tempo está sobrando. Contudo, não é isso que tem acontecido.

Com o advento da tecnologia e das redes sociais, estamos vivendo um “ataque ao cérebro de informações”. As pessoas sabem de tudo um pouco, mas de maneira superficial. E toda essa sobrecarga gera desgaste mental, que nos leva a esquecer muitas coisas e nos tornarmos pessoas desfocadas e distraídas.

A prova de tudo isso é o esquecimento recorrente que tem alarmado até pessoas que acreditavam ter excelentes memórias. Quem já não se pegou chegando em um cômodo de sua casa e, de repente, para e pensa: o que vim fazer aqui mesmo? Ou então começa a conversar com uma pessoa e diz: tenho algo fantástico para te dizer, só não me lembro agora o que é… Nosso HD interno não tem conseguido armazenar tantas informações, que ainda somam às multitarefas e muita pressão do dia a dia.

Essa realidade que temos vivido acarreta falta de produtividade e perca de foco. As pessoas chegam para trabalhar sem planejamento prévio! Sabem que têm muitas coisas por fazer, começam uma atividade pensando na outra e acabam por não finalizar nenhuma. No final do dia, fica uma série de atividades realizadas pela metade. E a pessoa se frustra por não conseguir mensurar nenhuma realização significativa. Mas o fato de ter chegado mais cedo no trabalho, saído mais tarde, emendado o horário de almoço… O fato de ter trabalhado mais que todos o leva a acreditar que tem o direito de ter aumento no salário ou receber promoção.

O que acontece é que fazer inúmeras atividades não confere o troféu de melhor funcionário ou líder do ano… Agora, gerar resultados mensuráveis para a empresa faz de você um funcionário ou líder indispensável.

As empresas contratam pela raridade – Waldez Luwic

Quão raro você tem sido? Trabalhar o dia todo, ter uma mesa lotada e correr muito não significa ser produtivo. Muito pelo contrário, passa a ideia de desorganização e falta de foco. Ser produtivo não significa fazer tudo, mas fazer algo tão significativo que pode mudar a vida e gerar grandes resultados. Por isso, nunca confunda atividade com realização!

Existem atividades que nem deveriam ser feitas, sejam porque não estão alinhadas com o objetivo e metas da empresa ou porque poderiam ser delegadas. Quantas atividades você tem feito que não agregarão valor para seu negócio? Outras perguntas que facilitarão sua autoanálise: quantas atividades você poderia abrir mão? Quais atividades são cruciais para seu sucesso?

Quais atividades do seu cotidiano estão alinhadas ao seu propósito de vida?

Quais atividades do seu cotidiano estão alinhadas ao seu propósito de vida?

Tentar em vão fazer tudo que aparece acarreta desmotivação que gera um impacto ainda mais negativo sobre toda a situação. Torna-se um círculo vicioso, pois nunca teremos tempo para analisar o que realmente é importante e deve ser feito e, por isso, continuará fazendo tudo. E o mais agravante é que as pessoas te veem fazendo tudo e assim passam mais coisas e esperam que faça tudo. O final é que você só sairá desse vício quando a enfermidade gerada pelo excessivo estresse aparecer ou quando for desligada do trabalho, por não conseguir entregar o que a empresa espera, afinal, antes disso, provavelmente não terá tempo para analisar sobre sua vida e suas escolhas.

A mensagem final é mude, antes que você seja obrigada a isso! É como Tim Ferris dizia: “foque em ser produtiva e não em estar ocupada”.

Artigo de Tathiane Deândhela para  Ludovica

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